A FICÇÃO POLÍTICA
16.jun.2017 EXTRATEXTO.PT
A relação temporal entre políticos e cidadãos é assíncrona — o tempo político parte de pressupostos, o tempo da cidadania assenta no escrutínio para criar novos pressupostos.

O poder fraco recorre a eleições para obter mais legitimidade, prejudicando o tempo de escrutínio. O poder estável procura ter mais do que já tem, indiciando que, pedindo mais meios que os suficientes, além de ineficiente, já tem pouca realidade.

Criar um novo tempo político implica terminar com o tempo do poder, quando o Governo a prazo é uma das exigência da democracia. Este desperdício, na perspetiva do poder político, em forma eleitoral tenta atualizar a razão política que se afasta da realidade social.


QUESTÕES

Recorrer ao voto para reforçar poderes pode significar que afinal a manutenção desses poderes estaria em risco?

Os princípios partidários já não controlam os movimentos da cidadania?

O descontrolo das preferências deve-se à estabilidade dos partidos ou é o efeito da estagnação destes?







Março - 2019 EXTRATEXTO.pt