Comentário
ESTADOS DE CHOQUE E NAÇÕES LIVRES
16.nov.2016 EXTRATEXTO.PT
Daqui, parece que vemos um mundo que controlará mais os acessos e a mobilidade humana, restringindo a fruição planetária, ou, para alguns, afetando a liberdade. Embora se saiba que com menos liberdade não temos forçosamente mais segurança, traz-nos a impressão de conforto, onde importa mais a segurança que temos do que a possibilidade de insegurança que criamos. Num mundo de anexos, esquecemos que a liberdade não é um apêndice, mas transversal, e a cientificidade social culmina na transfusão com respostas políticas de inclusão. Mas parece, também, que não há nada para incluir. Pelo contrário, as penínsulas de segurança começam a avaliar a ligação ao resto da terra. Esquecem que com a vinda dos outros tratámos dos nossos males, e agora percebem que com a presença dos outros adquirimos novos males.
A infeliz resposta que diz que é complicado reconhece a impreparação: a liberdade não educou os filhos.
E se as experiências de liberdade não trouxeram satisfação social começa a ser urgente uma teoria construtiva dos abrigos de liberdade: espaços-exemplo, construtores de realidade, gente que demonstre a vida melhor em liberdade. Não estamos a falar de engenharia social, mas de ‘humanologia’, onde há lugar para os que trabalham a liberdade, para os que a pensam, e para os que a executam. A ideia disruptiva poderá sair do modelo de negócio para se transformar em modelo de vida.
A origem dos Estados de choque que agora podem estar a chegar está na fragmentação que resultou numa anexação contínua, escapando-nos a ideia de casa. O desabrigo produz falta de humanidade, com a rivalidade, desamparo e medo, mostrando as insuficiências do estado, e do Estado, conduzindo ao comunitarismo agressivo que abafa o indivíduo, e às secções multiculturais fechadas e impostas quando deviam ser implícitas à vida em liberdade.
Por outro lado, os sinais por que optam mostraram que há, afinal, falta de liberdade. O que comprova a imposição. E aponta para a diversidade dos espaços-exemplo, levantando, porém, questões graves: há limites para tudo? Para o Estado de emergência? E para a democracia? Há limites para as escolhas? Podemos ter opções brutais em nome da nossa dignidade e justificadas para a defesa de alguns?
A infeliz resposta que diz que é complicado reconhece a impreparação: a liberdade não educou os filhos.
Marca, também, o fim da velha política do interesse pessoal. Já compreendido com os sucessos do populismo, que vai ter com o outro de qualquer maneira. O ponto central do outro pede, portanto, outro tipo de nação. Porque as nações são uma escolha de grupos com afinidades objetivas que criam divisões subjetivas. Tornar as divisões objetivas reduz a escolha dos grupos. Este nacionalismo faz-se de exclusão. O que alivia a insuficiência de alguns Estados, mas também agita as nações derivadas, conduzindo-as para a desistência ou o alinhamento servil, retratadas nesta perspetiva de escolher entre as Nações unidas ou os Estados Unidos.
16.nov.2016 EXTRATEXTO.PT
E se as experiências de liberdade não trouxeram satisfação social começa a ser urgente uma teoria construtiva dos abrigos de liberdade: espaços-exemplo, construtores de realidade, gente que demonstre a vida melhor em liberdade. Não estamos a falar de engenharia social, mas de ‘humanologia’, onde há lugar para os que trabalham a liberdade, para os que a pensam, e para os que a executam. A ideia disruptiva poderá sair do modelo de negócio para se transformar em modelo de vida.
A origem dos Estados de choque que agora podem estar a chegar está na fragmentação que resultou numa anexação contínua, escapando-nos a ideia de casa. O desabrigo produz falta de humanidade, com a rivalidade, desamparo e medo, mostrando as insuficiências do estado, e do Estado, conduzindo ao comunitarismo agressivo que abafa o indivíduo, e às secções multiculturais fechadas e impostas quando deviam ser implícitas à vida em liberdade.
A infeliz resposta que diz que é complicado reconhece a impreparação: a liberdade não educou os filhos.
Marca, também, o fim da velha política do interesse pessoal. Já compreendido com os sucessos do populismo, que vai ter com o outro de qualquer maneira. O ponto central do outro pede, portanto, outro tipo de nação. Porque as nações são uma escolha de grupos com afinidades objetivas que criam divisões subjetivas. Tornar as divisões objetivas reduz a escolha dos grupos. Este nacionalismo faz-se de exclusão. O que alivia a insuficiência de alguns Estados, mas também agita as nações derivadas, conduzindo-as para a desistência ou o alinhamento servil, retratadas nesta perspetiva de escolher entre as Nações unidas ou os Estados Unidos.
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