Comentário
TRAGÉDIA E POLÍTICA
13.jul.2017 EXTRATEXTO.PT
A concentração de ligações sociais a um acontecimento baseado na crueldade, ou seja, sem lógicas de justiça moderna ou racionalidade contemporânea, afetando o maior número inconcebível, faz distinguir a tragédia do infortúnio ou desgraça.
Mantendo-se o respeito pelos destinos ou acasos pessoais, e limitando portanto a ação da organização social à sociedade, fundamenta a presença do Estado, e a necessidade da sua política.
À luz da presença do Estado, a tragédia é um marco humano saído do domínio do caos. O caos distribuído será outro fundamento para a sua presença, e pela exigência de expor a ação política no apoio, acompanhamento e superação do facto.
A tragédia, porque concentra as ligações sociais, aumenta a perceção da realidade. A sua impressão é maior, e a resposta política deve corresponder à magnitude. O que significa que a construção política tem que estar protegida do impacto social do facto, a partir da evidência que no caos a política aparece sempre. É nesta ordem de reação e de confrontação à dor que as protegidas instituições se demarcam da indiferença.
Um primeiro resultado obtido será a precipitação das mudanças que a tragédia impõe, ou não fosse o imprevisto um esquecimento futuro, e um outro demonstrará a mudança natural que estaria retida e que força agora a aceleração dos contextos. Em qualquer caso, obriga à resposta política — a prova da existência do Estado.
Uma resposta no ordenamento, para voltarmos a ter razão, e na avaliação: as políticas em vigor deram resposta à tragédia? A sociedade beneficiou com a política? As instituições do Estado corresponderam à expetativa?
13.jul.2017 EXTRATEXTO.PT
Mantendo-se o respeito pelos destinos ou acasos pessoais, e limitando portanto a ação da organização social à sociedade, fundamenta a presença do Estado, e a necessidade da sua política.
A tragédia, porque concentra as ligações sociais, aumenta a perceção da realidade. A sua impressão é maior, e a resposta política deve corresponder à magnitude. O que significa que a construção política tem que estar protegida do impacto social do facto, a partir da evidência que no caos a política aparece sempre. É nesta ordem de reação e de confrontação à dor que as protegidas instituições se demarcam da indiferença.
Uma resposta no ordenamento, para voltarmos a ter razão, e na avaliação: as políticas em vigor deram resposta à tragédia? A sociedade beneficiou com a política? As instituições do Estado corresponderam à expetativa?
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