Um sistema de posicionamento global para os desafios atuais




Comentário


SOBRE O DISCURSO CENTRAL DO EXTREMISMO (III)


16.fev.2017 EXTRATEXTO.PT
As mudanças do discurso central imprimem uma primeira necessidade de resistir à violência e de evitar o afastamento do respeito. A tolerância negociada e a estigmatização social alicerçam os ideários radicais. As propostas de medo da confrontação extrema que são recusadas pela tendência liberal terão os resultados proporcionais ao medo e à força da confrontação.

Ao mesmo tempo, quando adotam um discurso conciliador estão a contribuir para a divergência esclarecida, contra as manifestações modernas que deixaram de produzir o sentido que fundamente o poder.

Nos efeitos de renacionalização, recuperando o estatuto elitista e o escudo do tradicionalismo, sobressai o argumentário violento como instrumental no critério político: recusa a ideia que defende que todos podem ganhar, e as oportunidades deixam de estar a saldo.
Fundamenta-se assim a exclusão, alinhada com o extremismo de desabrigo que se opõe às elites e que se distancia do populismo, ou da estratégia de mentiras, ou da violentação da verdade.

Não há a capacidade de desconstruir as falácias e procura-se uma razão que liberte e que escape à sistematização por fundamentar.
O alinhamento discursivo por apropriar é uma oportunidade. O resultado de práticas indefinidas, e da ausência do poder claro, permite a contaminação crítica do extremismo. Um alinhamento discursivo contra a falta de democracia que, em simultâneo, torna evidente a dispensabilidade da democracia.
Será neste sentido que o moralismo popular e a procura de expressões de maioria motivarão uma escala radical.






EXTRATEXTO - modos de pensar

OUTROS COMENTÁRIOS

SOBRE O DISCURSO CENTRAL DO EXTREMISMO (II)
SOBRE O DISCURSO CENTRAL DO EXTREMISMO (I)
ESTADOS DE CHOQUE E NAÇÕES LIVRES
A ONU
SANÇÕES
PÚBLICO E PRIVADO
INGERÊNCIA E CONSCIÊNCIA


Março - 2019 EXTRATEXTO.pt




Um sistema de posicionamento global para os desafios atuais