Comentário
SOBRE O DISCURSO CENTRAL DO EXTREMISMO (II)
02.fev.2017 EXTRATEXTO.PT
A apropriação não será original mas reflete a evolução da conquista de argumentário político. Os princípios de análise da tomada remontam ao abandono da autocrítica e na falta de reconhecimento do erro, quando o discurso central habitual não absorve as tendências criadas na dinâmica social e no interesse humano.
O desabrigo imposto às necessidades novas interrompe a comunicação pelo desamparo da orientação. A interrupção permite a deturpação. Mas o que se deturpa não é a palavra do poder, mas a direção do poder.
A tomada do léxico ocorre com o abandono da racionalidade obsoleta e o surgimento de alternativas, radicais segundo o obsoleto, para a escolha moderada. Uma moderação entre o que já não responde e o que o faz, bem ou mal.
Assim, os métodos de análise a partir da deslocação do centro, para um extremo ou outro, estão errados. No regime democrático, o centro político é suportado pela massa popular. Com soberania, o centro digno é imutável porque é inerente. Note-se que o parcelamento das soberanias permitiu por a descoberto a possibilidade de se expropriar as vontades para uma engenharia política, que facilita o alcance do poder por extremos, sobretudo quando falta a razão popular.
Pode ser considerado que a escolha será permanente, mas a motivação para a escolha é permeável. Com a deslocação do centro, entendia-se que o poder nunca é uma opção. Na verdade, é. É uma opção desde que começámos a distinguir o poder e a força.
Ou seja, a tomada do léxico resulta da pressão natural para um discurso central, alterando o sentido de moderação na escolha.
Também, pode ser reconhecida a consequência na falha da tomada do argumentário, quando a resposta do poder é parcial, e alimenta a demonstração da opção extrema de poder, nos casos revolucionários.
(continua)
02.fev.2017 EXTRATEXTO.PT
O desabrigo imposto às necessidades novas interrompe a comunicação pelo desamparo da orientação. A interrupção permite a deturpação. Mas o que se deturpa não é a palavra do poder, mas a direção do poder.
Assim, os métodos de análise a partir da deslocação do centro, para um extremo ou outro, estão errados. No regime democrático, o centro político é suportado pela massa popular. Com soberania, o centro digno é imutável porque é inerente. Note-se que o parcelamento das soberanias permitiu por a descoberto a possibilidade de se expropriar as vontades para uma engenharia política, que facilita o alcance do poder por extremos, sobretudo quando falta a razão popular.
Pode ser considerado que a escolha será permanente, mas a motivação para a escolha é permeável. Com a deslocação do centro, entendia-se que o poder nunca é uma opção. Na verdade, é. É uma opção desde que começámos a distinguir o poder e a força.
Também, pode ser reconhecida a consequência na falha da tomada do argumentário, quando a resposta do poder é parcial, e alimenta a demonstração da opção extrema de poder, nos casos revolucionários.
(continua)
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