Comentário
INGERÊNCIA E CONSCIÊNCIA
Com a globalização que temos é difícil condenar a doutrina de Monroe. Os Estados querem afirmar-se dentro da validade. Demarcam o interior do exterior com a fronteira possível: o interesse nacional.
O problema é que a relação internacional dos interesses situa-se num contexto globalizador - não se pode dizer que ninguém tem nada com isso. A não ser que o Estado se auto-exclua da noção global de progresso que vigora.
Esta ideia das interdependências choca com a da ingerência. Ao ponto da supressão do político, escusando-se a uma ação apreciativa de uma determinada realidade, que a corrente dos interesses de Estado afirma.
A questão é que a globalização não é só dos Estados, mas também é das sociedades, que se apresentam sobredimensionadas para o Estado que têm. A evidência tem a sua expressão máxima no multiculturalismo.
O Estado passou de protetor a aparador de sociedades. Por isso, não é difícil o controlo do Estado demonstrar o desalinhamento com o global, afetando mais os Estados em crise. Porém, a relação do Estado com todos nós que temos alguma coisa com tudo será uma relação de consciência social.
O Estado é o Estado e a sua lei. E a sua justiça será uma apreciação especifíca a respeitar. Mas a opressão do Estado aponta um determinado nível de degradação humana - e este já não é só um problema de Estado.
Quando parâmetros afetos à liberdade, como a participação, ou a consequente resposta dos domínios públicos, dizem-nos que a informação é estancada, a conclusão será a de estarmos num cenário onde a verdade tem limites.
Seja em defesa da maioria, transformada em efeito isolacionista pelas crises, ou da verdade dessa maioria contra a verdade privada de alguns, discutimos um assunto(porque podemos) ou não discutimos (porque não queremos ou não podemos).
A defesa dos interesses da nação permite a ofensa às liberdades? Não estar do lado dos que querem defender ideias, mesmo que diferentes, faz-nos estar do lado de quem? Por outro lado, se a mesma lei pode ser usada e entendida diferentemente pelas mesmas pessoas, opor-se a uma forma de exercício da lei não significa que estamos contra a existência geral do direito do Estado.
O fora da lei que se estabelece mostra muitas vezes uma lei curta e um poder que, já não estando em todo o lado, procura compensações de força.
O problema é que a relação internacional dos interesses situa-se num contexto globalizador - não se pode dizer que ninguém tem nada com isso. A não ser que o Estado se auto-exclua da noção global de progresso que vigora.
A questão é que a globalização não é só dos Estados, mas também é das sociedades, que se apresentam sobredimensionadas para o Estado que têm. A evidência tem a sua expressão máxima no multiculturalismo.
O Estado passou de protetor a aparador de sociedades. Por isso, não é difícil o controlo do Estado demonstrar o desalinhamento com o global, afetando mais os Estados em crise. Porém, a relação do Estado com todos nós que temos alguma coisa com tudo será uma relação de consciência social.
Quando parâmetros afetos à liberdade, como a participação, ou a consequente resposta dos domínios públicos, dizem-nos que a informação é estancada, a conclusão será a de estarmos num cenário onde a verdade tem limites.
Seja em defesa da maioria, transformada em efeito isolacionista pelas crises, ou da verdade dessa maioria contra a verdade privada de alguns, discutimos um assunto(porque podemos) ou não discutimos (porque não queremos ou não podemos).
A defesa dos interesses da nação permite a ofensa às liberdades? Não estar do lado dos que querem defender ideias, mesmo que diferentes, faz-nos estar do lado de quem? Por outro lado, se a mesma lei pode ser usada e entendida diferentemente pelas mesmas pessoas, opor-se a uma forma de exercício da lei não significa que estamos contra a existência geral do direito do Estado.
O fora da lei que se estabelece mostra muitas vezes uma lei curta e um poder que, já não estando em todo o lado, procura compensações de força.
