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Comentário


A TENTAÇÃO DA FORÇA


01.jun.2017 EXTRATEXTO.PT
A política através das demonstrações de força procura um poder que já não tem. Pretende-se com a força recuperar poderes. Nomeadamente, o poder consequente, feito com linhas de consentimento. Na incapacidade em lidar com este, procura-se pela força a obediência.

Os que obedecem servem para recuperar a legitimidade pela autoridade do poder — e assim entende-se que a força é o recurso para o poder que já não consegue criar o poder.

Quando se relaciona a legitimidade com a argumentação, percebe-se que a legitimidade tem o prazo que só o exercício de autoridade pode reanimar.
O que significa que o enfraquecimento súbito exige mais autoridade como resposta. Nesta perspetiva, avaliam-se as diferenças do grau de dominação. E a capacidade de exercer perante as questões que se acumulam.

O poder que cria poder opera entre opostos e desobediências a conquistar. Tem como resultado o aumento da confiança nos que têm o poder.
Pelo contrário, através da força, há a exploração das necessidades e um levantamento das fraquezas do oposto que dão às práticas de força um atestado de poder.

Um atestado falso: o uso da força pensa que a brutalidade é uma fonte para se legitimar entre argumentações selváticas, assente no esclarecimento sobre o caos que construiu essa ideia.






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