Comentário
A MENTIRA NO ESTADO
01.mar.2017 EXTRATEXTO.PT
A utilização da mentira nas instituições da nação ajuda a ver um Estado paralelo. E quando são visíveis as fragilidades do Estado, o modo alternativo de fazer funcionar o assunto do Estado tenta mudar o que nele deve estar: a verdade pública.
Assim, querer mudar uma instituição que alicerça o Estado que tem, no mínimo, significa que estamos a pensar num outro Estado.
Esquece-se então que a necessidade da mentira aumenta o défice moral: quando se desliga a natureza dos meios do objetivo a política decai.
A necessidade da mentira apareceu para "não termos a nossa ruína" — os processos equívocos, simulados, e mesmo enganosos, passam a dominar a ação. É um primeiro passo para perder a razão.
A estabilidade (de quê?) surge como justificação para a modernização do país (mudando o Estado). O défice material obriga ao sacrifício ético esquecendo o exemplo a que está obrigada a função política.
A verdade é agora esquartejada na praça: 1) tentou-se mudar uma instituição com o Estado de sempre; 2) fez-se do Estado o que do Estado não pode ser, distribuindo papéis de privilégio privado para agentes públicos; 3) apresentam o exercício da função política pelo resultado, alimentando o consequencialismo — não se olha a meios, quando se sabe, no fim das contas, que a ausência moral é justificada pela escassez material.
01.mar.2017 EXTRATEXTO.PT
Assim, querer mudar uma instituição que alicerça o Estado que tem, no mínimo, significa que estamos a pensar num outro Estado.
A necessidade da mentira apareceu para "não termos a nossa ruína" — os processos equívocos, simulados, e mesmo enganosos, passam a dominar a ação. É um primeiro passo para perder a razão.
A verdade é agora esquartejada na praça: 1) tentou-se mudar uma instituição com o Estado de sempre; 2) fez-se do Estado o que do Estado não pode ser, distribuindo papéis de privilégio privado para agentes públicos; 3) apresentam o exercício da função política pelo resultado, alimentando o consequencialismo — não se olha a meios, quando se sabe, no fim das contas, que a ausência moral é justificada pela escassez material.
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