AS FORMA DE GOVERNO



INSTABILIDADE GLOBAL
A IDENTIDADE NA GLOBALIZAÇÃO

o global já é praticado, suscetível de ser aprendido, sendo um foco de aprendizagens.

A globalização

condiciona os papéis sociais.
Potencia o local:

na reforço das identidades;
nas condições do vínculo social ao mundo.

A globalização nas nossas relações sociais é um instrumento de partilha e desenvolvimento em escala das estruturas que se caraterizam pelas diversidades.
Apesar das dúvidas que possam existir se produz homogeneização ou diferenciação, na sua origem, permitida pelo elevado interesse nómada e consequentes mobilidades humanas, e pelos meios e ferramentas tecnológicas disponíveis, a globalização está acessível - de uma proximidade social que, se não exige, pelo menos já condiciona os papéis sociais, e a formação de identidades.

Normativamente, nas sociedades avançadas, ocidentais ou ocidentalizadas, o global já é praticado, e mobilizado por valores e ideias não só coniventes mas também exigentes da sua prática no quotidiano, sendo suscetível de ser aprendida, e portanto sendo um foco de aprendizagens.
É um conjunto de diversidade cultural à disposição, pelo menos, se entendermos o global como parcial e o local como um múltiplo e adaptado de si mesmo com a forma globalizante.
É esta posição equilibrada, onde se integram os transformacionalistas, que carateriza a globalização como impulsionadora de mudanças nas sociedades modernas, a par dos padrões tradicionais que coexistem ou adaptam-se à destruição da noção do que é interno ou externo.
Parece que a globalização potencia o elemento local, na multiplicidade de perspetivas: reforça as identidades presentes e próximas, e vincula esta identidade social ao mundo. É a ideia da integração progressiva das economias e sociedades.

São exemplos do interesse local para com a convivência global: as preocupações em desenvolver programas de saúde pública, que facilitem o acesso, nas regiões pobres do globo, a cuidados básicos em assistência médica; a dicotomia entre a acção global e o pensamento local, com as comunidades a influenciarem os agentes globais que nelas actuam; até ao crescimento das instituições e modelos de microcrédito por todo o mundo.
Não é um processo que apague fronteiras, mas sobretudo que não pode passar sobre e sem as culturas locais e populares, como está exemplificado. A perspetiva hiperglobalizadora, que numa óptica 'trans' ou mesmo 'supra' nações, defende o poder económico como orientador absoluto, esquecendo que continuam a ser os organismos de iniciativa política que determinam ações institucionalmente globais, advoga ainda o declínio das nações.
Mas a cultura será um dos alicerces para a caraterização de uma nação. Neste sentido, os fenómenos de diversidade cultural multiplicam-se, ao mesmo tempo que se fortalecem as caraterísticas locais, tornando-as distintas, valorizadas ou depreciadas.





EXTRATEXTO - modos de pensar


Março - 2019 EXTRATEXTO.pt





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