AS FORMA DE GOVERNO



ESPAÇO DO PODER
A TRICOTOMIA DO ESPAÇO

A deterioração esquerda-direita exige uma outra perspetiva

Para entender
a sociedade de respostas
Com novas formulações
sobre a estabilidade

Em defesa do poder, relacionam-se os que são do grupo com os que o representam: um dos vestígios da forma do poder encontra-se quando os que representam o grupo não fazem parte dele, obrigando a outra efetiva, de teia social, baseado noutro grupo, próximo, dependente ou relacionado com o representante do grupo inicial, até ao limite do conflito de identidade política na falha de correspondências entre grupos.

Todas estas ferramentas de distorção obedecem à produção de coerência e à imprevisibilidade mestra. A coerência social através das correspondências grupais e o imprevisível por decretar.

A efetiva que fomenta a desconstrução serve-se do nível de intensidade e comedimento. O fragmentado então conjuga-se para encontrar a resposta. Mas se não é mais possível alinhar esta resposta consoante a pergunta que o poder faz, o espaço de poder completa-se de respostas. É a evidência que leva, por exemplo, à intenção da ausência do poder, e rasteia a suficiência política perante o que não se sabe do próprio poder. Ficamos a depender dessa imprevisibilidade mestra.


A sociedade de respostas, produzida pelas desconstruções e conjugação, exigirá a saída tricotómica, tentada pela ideia do centro entre direita e esquerda que não quis abandonar a dicotomia do espaço político que se deteriorou.
O centro reivindica a frente do poder. Porém, se as margens começam a governar, a frente do poder muda, alterando o espaço do poder para a tricotomia entre o que muda, o que muda para continuar ou que continua para mudar, e o que continua.


O preconceito de estabilidade para a separação e fixação de poderes está alinhado numa hierarquia, numa verticalidade do mando que tenta responder ao sentido de fim, ao propósito e desígnio da organização social (a essência).


A efetiva predominante, face aos sucessivos desvios da potência, teve que se enquadrar para facilitar a análise e o reconhecimento político das ações de poder, dividindo-se entre direita e esquerda.
Contudo, observando a perda recorrente do sentido de essência, que evidencia que a fação no poder, residindo no hemisfério estável, não tem capacidade de trabalhar a essência. Este quadro mostra-nos as possibilidades dos totalitarismos e das revoluções que atuam na essência saindo desse hemisfério de estabilidade. O que significa que a exploração dos trabalhos na essência pode ter lugar na efetiva, alargando as margens do hemisfério.
Esta criação de novas formulações de estabilidade permitirá, ainda, evitar que se dilua esse corpus estável em desígnios radicais e extremos.




EXTRATEXTO - modos de pensar


Março - 2019 EXTRATEXTO.pt




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