A CONSCIÊNCIA DE CONTEXTO
Se o homem é o meio de si mesmo, o primeiro recurso dos imperativos da sua natureza pode ser instrumental. A partir do sentido de objeto criou as condições para lidar e controlar esse imperativo — exponenciando em objetos a natureza dos outros, e interagindo com o sentido de objeto do outro.
A primeira condição que favoreceu as novas realidades terá evoluído dessa necessidade para a interatividade. Acumulando as duas realidades aumentou a sua fragilidade: primeiro, respondendo com a força, relativizando a interatividade; depois, inventando as questões de poder, para assimilar o controlo, no outro e em si.
Escapou assim à fratura abrupta entre natureza e civilização, um preconceito que ainda utilizam para estudar com equívoco a condição natural, criando uma outra dimensão utilitária.
Esta dimensão permitiu que se regulassem as outras duas facilitando o reconhecimento de si, e que se descobrisse o caminho para a sua essência através do sentido de dignidade. O que significa que, não sendo a origem um caminho, a necessidade e a interatividade não serão suficientes para o exercício humano.
A insuficiência começa por ser comparativa: 1) a resposta à necessidade não permite que se reconheça a ação interativa, porque 1a) a obediência ao imperativo elimina outra obediência possível; e 1b) o equilíbrio da resposta à necessidade retira a possibilidade de realização fundamental.
Mas também 2) a resposta à interatividade proporciona por adaptação ou conveniência o desdobramento de si, 2a) e esses desdobramentos não compreendem a mesma necessidade imperativa, e 2b) também não serão eficazes a relacionar as duas dimensões simultaneamente, maximizando-se como objeto entre realidades e, portanto, 2c) podendo criar um preconceito de utilidade humana, pondo a descoberto ainda mais fragilidades.
A utilidade permitiu a saída do plano dicotómico do homem, ligando-se ao que o envolve — formando uma consciência de contexto.
Alterou também as dimensões básicas que se distanciaram do imperativo, aproximando-se de uma regulação dos desdobramentos provocados pela interatividade. É o que faz a consciência de contexto. Ao mesmo tempo, o ser humano acede a outra dimensão onde pode projetar os instintos descobertos e os ensinamentos impulsivos do intelecto — criando a fantasia.
para o sentido de dignidade
Necessidade e interatividade
não são suficientes
não são suficientes
Criou-se o preconceito
de utilidade humana
de utilidade humana
A primeira condição que favoreceu as novas realidades terá evoluído dessa necessidade para a interatividade. Acumulando as duas realidades aumentou a sua fragilidade: primeiro, respondendo com a força, relativizando a interatividade; depois, inventando as questões de poder, para assimilar o controlo, no outro e em si.
Esta dimensão permitiu que se regulassem as outras duas facilitando o reconhecimento de si, e que se descobrisse o caminho para a sua essência através do sentido de dignidade. O que significa que, não sendo a origem um caminho, a necessidade e a interatividade não serão suficientes para o exercício humano.
A insuficiência começa por ser comparativa: 1) a resposta à necessidade não permite que se reconheça a ação interativa, porque 1a) a obediência ao imperativo elimina outra obediência possível; e 1b) o equilíbrio da resposta à necessidade retira a possibilidade de realização fundamental.
Mas também 2) a resposta à interatividade proporciona por adaptação ou conveniência o desdobramento de si, 2a) e esses desdobramentos não compreendem a mesma necessidade imperativa, e 2b) também não serão eficazes a relacionar as duas dimensões simultaneamente, maximizando-se como objeto entre realidades e, portanto, 2c) podendo criar um preconceito de utilidade humana, pondo a descoberto ainda mais fragilidades.
Alterou também as dimensões básicas que se distanciaram do imperativo, aproximando-se de uma regulação dos desdobramentos provocados pela interatividade. É o que faz a consciência de contexto. Ao mesmo tempo, o ser humano acede a outra dimensão onde pode projetar os instintos descobertos e os ensinamentos impulsivos do intelecto — criando a fantasia.
