ÁLIBIS ABSTRATOS
2) Quando se faz tudo, ou não se faz nada. Quando há capacidade para refazer o desenho da justiça à medida, recompondo a efetiva, normalmente acelerando o atomismo,em conflito com o coletivo. A recomposição dos compactos altera os juízos e a avaliação na magnitude gráfica, recompondo as respostas para que façam sentido sobre as interrogações e, portanto, com alguma interferência social para a perceção política.
Em simultâneo, desperta a paralela da incapacidade de perguntar, aumentando a dificuldade em avaliar. E em escrutinar. As intervenções generalizadas criam essa dificuldade de comparar o que está a ser intervencionado com o que não está. Retiram sentido à resposta, conferindo a baixa intensidade que permite a receção do político junto do eleitorado.
Quando não se faz nada, quando há capacidade de sujeição ao impasse e à estagnação. A retração ao tudo, pela consciência das dinâmicas e que dão o sentido às perguntas no tempo de não haver respostas.
Essa consciência das dinâmicas alia-se à segmentação da inteligência, onde já não se discute a potência nem se procura pela essência — destacando a efetiva, acima da crítica e do escrutínio.
Será este o nível da suficiência política, num patamar onde terminam as elites, e pela efetiva, onde cai o sentido de povo. Porque assim já nada se relaciona com o poder, e o poder nada controla, sem saber onde estará o povo. Se responder que o povo está aqui, que somos nós, estará a corresponder aos meios da efetiva, e à busca pelo controlo que o poder quer.
Por isso, o cidadão informado não responde, aumentando o desconhecimento do poder. A efetiva faz com que o poder se alie a outros poderes, criando dispositivos de democracia informacional que a) promove o que não se sabe; b) que prepara o futuro conhecimento do público, com experiência de governo através dos media; e c) justifica o poder que não sabe, o que será um álibi para o escrutínio.
Os álibis abstratos amparam a suficiência política com trabalhos de imprecisão da palavra, em que o significado e o valor são difundidos através da mensagem icónica, como a moeda romana nos lembrava do Imperador.
Mas a palavra, próxima do ar, está massificada. Por conseguinte, o número faz de prova. E contribui para que os álibis abstratos da efetiva conduzam a um sentido geral que possibilita a compreensão do poder — embora depois seja difícil pedir explicações ao que está despersonalizado.
Com a incapacidade de perguntar
Retiram
o sentido à resposta
o sentido à resposta
O cidadão informado
deixa de responder
deixa de responder
Em simultâneo, desperta a paralela da incapacidade de perguntar, aumentando a dificuldade em avaliar. E em escrutinar. As intervenções generalizadas criam essa dificuldade de comparar o que está a ser intervencionado com o que não está. Retiram sentido à resposta, conferindo a baixa intensidade que permite a receção do político junto do eleitorado.
Quando não se faz nada, quando há capacidade de sujeição ao impasse e à estagnação. A retração ao tudo, pela consciência das dinâmicas e que dão o sentido às perguntas no tempo de não haver respostas.
Será este o nível da suficiência política, num patamar onde terminam as elites, e pela efetiva, onde cai o sentido de povo. Porque assim já nada se relaciona com o poder, e o poder nada controla, sem saber onde estará o povo. Se responder que o povo está aqui, que somos nós, estará a corresponder aos meios da efetiva, e à busca pelo controlo que o poder quer.
Por isso, o cidadão informado não responde, aumentando o desconhecimento do poder. A efetiva faz com que o poder se alie a outros poderes, criando dispositivos de democracia informacional que a) promove o que não se sabe; b) que prepara o futuro conhecimento do público, com experiência de governo através dos media; e c) justifica o poder que não sabe, o que será um álibi para o escrutínio.
Mas a palavra, próxima do ar, está massificada. Por conseguinte, o número faz de prova. E contribui para que os álibis abstratos da efetiva conduzam a um sentido geral que possibilita a compreensão do poder — embora depois seja difícil pedir explicações ao que está despersonalizado.
