GOVERNO COMPOSTO E OPOSIÇÃO POPULAR
O Governo composto é uma resposta à incapacidade parlamentar de assegurar a relação com a crítica do contexto público.
Não tem a popularidade direta na representação parlamentar.
Terá o efeito de esconder a decisão política entre a mediação e a negociação parlamentar. A dependência dos que deviam mandar irresponsabiliza-os na prestação de contas. Por isso, o Governo composto não é impopular. Pelo contrário, faz parecer que é a expressão de uma grande oposição. Mas, de facto, o Governo composto absorve e reduz a força da oposição que congrega.
Trata-se da inversão do sentido de apoio maioritário: não é a maioria que faz o Governo, é o Governo que faz a maioria. Há diferenças entre uma maioria que se opõe a minorias e as minorias que formam a maioria.
Com exceção dos sistemas maioritários, a oposição parlamentar perde nos itens que a caraterizam: diferença e capacidade.
A ideia que defende que o tipo de eleição - por exemplo, uninominal - faz o tipo de oposição, contraria o argumento em que o Governo faz a oposição. Um sistema uninominal, e o tendencial parlamento de blocos à esquerda e à direita, teria como resultado possível um governo europeísta com uma oposição que não pode ser contra, ou um governo patriota com uma oposição contra o país. Ora, um governo com desígnios semelhantes ao da oposição que pode governar, vai buscar a sua alternativa de ser... às escolhas de oposição. A eleição uninominal pode ser uma garantia de governo, mas não de oposição.
A oposição popular, diferente da parlamentar, não significa que tenha, forçosamente, popularidade civil. Por isso, não é oposição civil. Resulta de afirmações no contexto público e de instituições com revelação pró-política. Diferencia-se facilmente do Governo e ganha capacidade política, em escala.
A oposição popular está no contexto público, mas não reside, para ter impacto, na rua. Liga e constrói campos institucionais marcantes que reforçam a diferença e a capacidade opositora que estão retraídas nos assentos parlamentares.
A dependência dos que deviam mandar irresponsabiliza-os na prestação de contas. Por isso, o Governo composto não é impopular.
Não tem a popularidade direta na representação parlamentar.
Terá o efeito de esconder a decisão política entre a mediação e a negociação parlamentar. A dependência dos que deviam mandar irresponsabiliza-os na prestação de contas. Por isso, o Governo composto não é impopular. Pelo contrário, faz parecer que é a expressão de uma grande oposição. Mas, de facto, o Governo composto absorve e reduz a força da oposição que congrega.
Trata-se da inversão do sentido de apoio maioritário: não é a maioria que faz o Governo, é o Governo que faz a maioria. Há diferenças entre uma maioria que se opõe a minorias e as minorias que formam a maioria.
Com exceção dos sistemas maioritários, a oposição parlamentar perde nos itens que a caraterizam: diferença e capacidade.
A oposição popular, diferente da parlamentar, não significa que tenha, forçosamente, popularidade civil. Por isso, não é oposição civil. Resulta de afirmações no contexto público e de instituições com revelação pró-política. Diferencia-se facilmente do Governo e ganha capacidade política, em escala.
A oposição popular está no contexto público, mas não reside, para ter impacto, na rua. Liga e constrói campos institucionais marcantes que reforçam a diferença e a capacidade opositora que estão retraídas nos assentos parlamentares.
Um sistema de posicionamento global para os desafios atuais
