AS FORMA DE GOVERNO



ESPAÇO DO PODER
A DEMOCRACIA DO MOMENTO

A linha do tempo é feita de prazos

a justiça
pode estar contra o direito internacional
a proximidade do poder
confunde reação com ação

A justiça como ação política na realidade será a justiça à medida — uma fortaleza para as investidas do direito internacional na construção global. Um serviço controlado por vários proprietários, controlo esse que tenta mostrar a ordem e assegurá-la perante as probabilidades económicas.

Facilitada pelos compactos, cabe à justiça expor a política, transformando-se numa zona temporal de conforto, com a ação assíncrona que protege o poder do tempo urgente. Mas, em paralelo, permite que se exalte a urgência do agora, essa democracia do momento que exige a avaliação da resposta do poder.

O poder responde ao poder e aos outros. A linha do tempo político é feita de prazos. A democracia do momento pela perceção sobre a resposta dada ou não. Através dessa magnitude gráfica, onde se produzem contextos políticos de 1) alta ou 2) baixa intensidade de perceção, a democracia do momento realiza-se, por vezes até dispensando o ator público, favorecendo a sensação de haver menos democracia nos outros momento que não seja neste momento, ou quando nos falam de prazos, por exemplo, sem vermos respostas.


A avaliação da democracia, nivelada por essa magnitude gráfica, compreenderá 1) a alta intensidade da absoluta presença ou da completa ausência, e 2) a capacidade e comedimento da ação, transformando a política numa probabilidade de conteúdo.
1) Quando se diz tudo, ou não se diz nada. Quando a presença do corpo institucional aproxima o poder dos outros, obrigando à reação, e confundindo como se reage com a chamada "participação democrática" — simulando uma intensidade de resposta; ou quando o que não é dito não é sabido, exibindo o limbo da ignorância e desconhecimento ao cidadão que se julga bem informado.

Estabelece uma sub-paralela de incapacidade de perguntar sobre o que não se sabe, ao mesmo tempo que leva a ausência ao limiar da nulidade, enquanto pode privilegiar, por exemplo, outros poderes sociais que possam ser escrutinados pela democracia do momento, salvaguardando a ordem e empurrando a justiça para fora de quem a controla e de quem a desenha: a política.






EXTRATEXTO - modos de pensar


Março - 2019 EXTRATEXTO.pt




Um sistema de posicionamento global para os desafios atuais