AS FORMA DE GOVERNO



ESPAÇO DO PODER
JUSTIÇA E COMUNICAÇÃO

quando a maioria deixa de simbolizar a essência

a opinião pública
como opinião geral privada
agora parece que todos
sabem de tudo

Se se observa a fragmentação das estruturas comunicativas reconhece-se a procura de justificações para o verbo, usado e novo, e como o verbo identificado procura a essência para se instalar, sabendo que a essência precisa de justiça.

A justiça surge como uma ação comunicativa, que congrega o exemplo. Através dela, os excluídos (como o Estado, por vezes) tentam ter o acesso privilegiado às fontes económicas, da finança, da informação — levando a considerar que a economia do Estado está na justiça.

Esta economia da justiça revela a alteração do próprio conceito de opinião pública que passa a ser entendida como a opinião geral privada, muitas vezes formalizada nos assentos parlamentares.


Nesses estudos dos efeitos repara-se ainda, como resultado da efetiva, em outros verbos, descontinuados pela segmentação da inteligência, uma divisão que simula a sua multiplicação. Já tinham separado os grupos com interesses de Estado, as sociedades sem interesse pela civilização, ou as civilizações que ignoram as humanidades.
É certo que, numa defesa liberal contra os totalitarismos, as massas tiveram que ser divididas. A divisão entre a maioria e as minorias serviu a fixação de poderes, encorpando a separação dos poderes. Em democracia é o preconceito da estabilidade. Com o fim do sentido de essência, a maioria deixou de simbolizar a potência, cedendo o poder à efetiva. Com isto, chegou-se a outro resultado da efetiva: o atomismo que contribui com criatividade social (e em oposição à engenharia social) para uma indústria de ferramentas de distorção.

A distorção do eleitorado tem uma primeira consequência perante o disfarce da libertação que tenta — deformar as formas.

A deformação aceita que se criem outros compactos, recuperando a ideia de fronteira. Os compactos exclusivos e excluídos colaboram com a necessidade de maioria, ajudando o poder político a atravessar a comunicação desmedida, com a falha dos media e a eliminação dos filtros.


Porque agora parece que todos sabem de tudo, o que é uma tentativa de essência para a efetiva com demonstrações de potência na manipulação direta, no dilúvio informacional que declina, todavia, os cultivos de conhecimento mediático.
Estes compactos atómicos levam à perceção do fim da opacidade, com a vista do avesso, mas escondem o fim da transparência com o que deixamos de ver na democracia do momento.






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Março - 2019 EXTRATEXTO.pt





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