'MEDIAÇÃO' DIRETA
A divisão do Estado entre liberdade e soberania que se reflete na aversão às instituições do passado, e no artifício do presente constante, impedem que se atribua o sentido de revolução ao ‘movimento demagógico’. É desta forma que a demagogia como crítica de justiça cria o problema da crítica.
Ao contrário dos totalitarismos, a demagogia não neutraliza ou aniquila – incapacita a obstrução. Porque o tempo que domina é o tempo imediato, tenta inviabilizar as extensões de prazo para a compreensão do que se passa.
Uma das justificações para se opor às elites está na capacidade de mediação dos grupos intermédios e de inteligência. É fundamental aqui a desobediência aos que afastam o poder do povo. Aos que provocam o distanciamento. Os que impedem a proximidade demagoga.
Quando o tempo de agora não pode esperar, como parece ser o mundo que não para, a urgência e as emergências da vista curta do modelo reclamam 1) a quantificação das vontades; 2) o retrato da verdade; e 3) a extensão do poder.
O Estado fraco deve-se às elites, e muitas vezes à ausência de divergência entre elites com a concordância de uma democracia sem futuro e sem alcance, reduzindo ainda mais a impressão do tempo disponível para responder às circunstâncias. A consonância facilita a necessidade demagógica a partir das fraquezas do eleitorado.
A atmosfera populista como contexto de ação regista o voto emocional, aferindo as vontades por impulso. Tenderá a acreditar na contagem dos afetos, desfeita que ficaria a solidariedade dos interesses, transformada num interesse reativo das sociedades que se descobrem sem motivo.
Isto é explicitado no retrato da verdade, ou a melhor arte para enganar a humanidade: banindo a razão caótica, e dando lugar à sociedade dos afetos. Chega-se facilmente ao cúmulo da coesão. Deixam de existir os obstáculos da dimensão histórica que se perde em nós, e por isso revisitamos em contínuo o ponto zero, a origem, a ou as sucessivas fundações do Estado, da nação, da comunidade. Até porque assim residimos na verdade, o que também carateriza as pré-sociedades de desconfiança, onde o poder próximo é inquestionável e agradecido. Tão próximo que a relação política é imediata.
O poder de tão próximo parece que já está em todo o lado. E a impressão do poder para a sensação de poder individual traz consigo o risco de se descobrir a seguir a inutilidade de cada um.
Este modelo em falência desagua no contexto despótico, da organização social por imperativos de relação no extrato de afetos que passará a gerir as vontades através de registos de informação consolidada pelo poder que está, que viu, que sabe e que conhece. Neste sentido, ao Estado que perdeu a propriedade do conhecimento só lhe resta produzir o seu conhecimento, projetá-lo com os meios incomparáveis que tem para o povo que lhe assegura os dados da verdade – a demagogia entrópica.
Porque o tempo que domina é o tempo imediato.
É um modelo
de quantificação das vontades.
de quantificação das vontades.
A impressão do poder
que já está em todo o lado.
que já está em todo o lado.
Ao contrário dos totalitarismos, a demagogia não neutraliza ou aniquila – incapacita a obstrução. Porque o tempo que domina é o tempo imediato, tenta inviabilizar as extensões de prazo para a compreensão do que se passa.
Quando o tempo de agora não pode esperar, como parece ser o mundo que não para, a urgência e as emergências da vista curta do modelo reclamam 1) a quantificação das vontades; 2) o retrato da verdade; e 3) a extensão do poder.
O Estado fraco deve-se às elites, e muitas vezes à ausência de divergência entre elites com a concordância de uma democracia sem futuro e sem alcance, reduzindo ainda mais a impressão do tempo disponível para responder às circunstâncias. A consonância facilita a necessidade demagógica a partir das fraquezas do eleitorado.
Isto é explicitado no retrato da verdade, ou a melhor arte para enganar a humanidade: banindo a razão caótica, e dando lugar à sociedade dos afetos. Chega-se facilmente ao cúmulo da coesão. Deixam de existir os obstáculos da dimensão histórica que se perde em nós, e por isso revisitamos em contínuo o ponto zero, a origem, a ou as sucessivas fundações do Estado, da nação, da comunidade. Até porque assim residimos na verdade, o que também carateriza as pré-sociedades de desconfiança, onde o poder próximo é inquestionável e agradecido. Tão próximo que a relação política é imediata.
Este modelo em falência desagua no contexto despótico, da organização social por imperativos de relação no extrato de afetos que passará a gerir as vontades através de registos de informação consolidada pelo poder que está, que viu, que sabe e que conhece. Neste sentido, ao Estado que perdeu a propriedade do conhecimento só lhe resta produzir o seu conhecimento, projetá-lo com os meios incomparáveis que tem para o povo que lhe assegura os dados da verdade – a demagogia entrópica.
Um sistema de posicionamento global para os desafios atuais
