O PROBLEMA DO PRESENTE
O problema do presente é o futuro da demagogia. O complexo atual, de circunstâncias e versões, se expõe a amplitude demagógica, também nos descreve o populismo da relação com as massas. O problema do presente está no sofrimento dos direitos, na capacidade de separar, e no confinamento, que trava a projeção.
A demagogia clássica aparece querendo controlar as massas, através de 1) promessas, 2) da demonização, e da 3) superioridade moral sobre tudo.
Os direitos comprimidos, e que refreiam a aspiração ao direito que substitui direitos, uma síntese legalista contínua, levam a que se sacrifique um sentido de igualdade, a) entre cidadãos, b) do cidadão perante o Estado, e c) entre Estados.
Nestas condições de compressão, com os direitos adquiridos inconvertíveis, emerge o dever sem valores, reconhecida na participação controlada, e que manipula a condição livre. Um dever sem justificação, atravessado pela lógica de não poder ser questionado.
A falta de condições para as perguntas obrigam a ter respostas à vista, indiciando o controlo.
Nas sociedades sem filósofos os demagogos querem controlar as massas. O presente incompreendido exige a resposta pronta. Colmatando as incapacidades, a partir da aniquilação do espaço crítico, apagando socialmente as elites de inteligências e os interesses instalados — convidando à participação destrutiva.
O que consiste no dever de limpar, através da separação, começando por resolver o existencialismo do Estado e as suas linhas, desenhando fronteiras e campos de domínio no espaço nacional, e o sintoma proto-colonizado.
Faz a distinção das igualdades, condenando o tecido social da diversidade, e o poder das minorias admitidas, que impõe o confinamento à verdadeira maioria.
Para a demagogia, os cidadãos não são os cidadãos. A cidadania é distintiva, distingue, e não é abrangente, não sendo para todos. Esta separação, em escala, implica extremar as nacionalidades.
Esta separação provoca ainda que haja uma condição preferencial de cidadãos perante o Estado. Só o cidadão nacional terá uma condição nacional. Assim, o demagogo oferece a solução de confinar os que não são, libertando os que são e que acabam por formar a verdadeira maioria.
Alicerça-se portanto numa razão de cidadania nacional, cuja distinção caberá ao Estado, vincando as fontes de um possível despotismo internacional com as demarcações do reconhecimento até influenciar a teorização sobre o que é a ordem mundial.
Na hierarquização das diferenças, a distinção e o confinamento invertido, pelo reconhecimento dado, como uma impressão de poder que se dá às massas, esclarecem o problema da maioria, que ficou por resolver em democracia.
Nas sociedades sem filósofos os demagogos querem controlar as massas.
A falta de condições
para as perguntas obrigam a haver respostas à vista, indiciando o controlo.
para as perguntas obrigam a haver respostas à vista, indiciando o controlo.
Provoca uma condição preferencial
de cidadãos perante o Estado.
de cidadãos perante o Estado.
A demagogia clássica aparece querendo controlar as massas, através de 1) promessas, 2) da demonização, e da 3) superioridade moral sobre tudo.
Nestas condições de compressão, com os direitos adquiridos inconvertíveis, emerge o dever sem valores, reconhecida na participação controlada, e que manipula a condição livre. Um dever sem justificação, atravessado pela lógica de não poder ser questionado.
A falta de condições para as perguntas obrigam a ter respostas à vista, indiciando o controlo.
O que consiste no dever de limpar, através da separação, começando por resolver o existencialismo do Estado e as suas linhas, desenhando fronteiras e campos de domínio no espaço nacional, e o sintoma proto-colonizado.
Faz a distinção das igualdades, condenando o tecido social da diversidade, e o poder das minorias admitidas, que impõe o confinamento à verdadeira maioria.
Para a demagogia, os cidadãos não são os cidadãos. A cidadania é distintiva, distingue, e não é abrangente, não sendo para todos. Esta separação, em escala, implica extremar as nacionalidades.
Alicerça-se portanto numa razão de cidadania nacional, cuja distinção caberá ao Estado, vincando as fontes de um possível despotismo internacional com as demarcações do reconhecimento até influenciar a teorização sobre o que é a ordem mundial.
Na hierarquização das diferenças, a distinção e o confinamento invertido, pelo reconhecimento dado, como uma impressão de poder que se dá às massas, esclarecem o problema da maioria, que ficou por resolver em democracia.
