Um sistema de posicionamento global para os desafios atuais




A RENACIONALIZAÇÃO
A PROXIMIDADE DO POVO

Pretendem mostrar onde está o poder.

O controlo político

reage à fusão de identidades
e à mudança na expetativa.
É possível recuperar a soberania

a partir do debate?

Observa-se com a nacionalização dos meios de decisão a tendência de concentração política que tenta responder ao esgotamento das zonas económicas e à imobilidade das assimetrias, agravando os custos da interiorização, por exemplo.
Aumentando o controlo político reagem à fusão de identidades e às forças que alteram a expetativa social, desde os movimentos multiculturais às vagas de insegurança, impondo como prioridade política o fim das ameaças internas.

A concentração e o controlo pretendem mostrar onde está o poder.
Com os seus domínios públicos distingue-se da desnacionalização, ao mesmo tempo que ficam estabelecidas as diferenças entre desnacionalização e privatização.
A corrente que desnacionaliza carateriza-se por ter decisões políticas não alinhadas com o cidadão, desvalorizando a moeda do poder local. Permite a cidadania informal e institucionalmente fraca, com níveis reduzidos de participação política, alimentando a contestação crescente.

Quando o poder político está sobre cidadãos que não decidem e sem atos de decisão, a renacionalização irá insuflar o valor do poder, que ficará com a capacidade de decisão sobre muito pouco.
Com a renacionalização aumenta a decisão que se aproxima do povo.
Mas a decisão, muitas vezes em enquadramentos de justiça, leva a questionar os entendimentos que nos vão dando sobre o que será a democracia comunicacional e as aspirações deliberativas.
A decisão tem a razão do debate. E o debate é utilizado para dar inteligência às maiorias. Nem sempre funciona. A par da redundância possível do debate, e da decisão fraca ou irrelevante, num mando de farsas, há a tentativa de controlar a democracia, e recuperar a soberania.




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Março - 2019 EXTRATEXTO.pt





AS FORMAS DE GOVERNO